Sobre


Introdução

   O desenvolvimento e a difusão de novas tecnologias são essenciais para elevar a produtividade das tecnologias e promover o crescimento industrial. O mercado globalizado exige que as empresas se engajem em processos de racionalização, inserção internacional e inovação. Estes são os recursos que possibilitaram a transformação da indústria brasileira ao longo dos últimos 50 anos em uma das maiores e mais diversificadas entre os países em desenvolvimento, apesar de seu processo de inovação ainda ser deficiente. 

   Apesar da atmosfera de incertezas no curto e médio prazo, verifica-se um interesse crescente no uso da biotecnologia como ferramenta para a produção de novos produtos de maneira ambientalmente favorável. Em especial, o uso da biotecnologia atrelada à transformação de biomassas em produtos mais nobres e energias para o futuro. Esta combinação apresenta um elevado potencial tecnológico e permitem produzir uma gama de compostos através de rotas inovadoras, capazes de atenuar, de imediato, a dependência por produtos derivados de petróleo, gás natural e carvão. No mundo, diversos setores se destacam pelo uso da biotecnologia e das biomassas como o farmacêutico, celulose e papel, alimentos e, especialmente, o de biocombustíveis. Este último setor se sobressai aos demais por ser o responsável pela geração/consumo de centenas de milhões de toneladas de biomassas anualmente, sendo que a maior parte destas são formadas por resíduos. 

   Cabe ressaltar que grande parte das inovações tecnológicas introduzidas na indústria com base em biomassas esteve focada, durante muitos anos, na base agrícola como a mecanização de colheitas, defensivos agrícolas, fertilizantes químicos, e outros produtos. Desta forma, a base agroindustrial, que compreende as etapas de processamento da cana, sua transformação e as operações adjacentes, ficou carente de incentivos e de esforços em pesquisa, desenvolvimento e inovação, aliados à restrita capacidade empreendedora dos meios acadêmicos. 

   Em décadas mais recentes, surgiu um movimento em busca de novas formas de energia a partir das biomassas em que os biocombustíveis lideraram, e ainda lideram, a busca por inovações. Neste contexto, o etanol ganhou status de prioridade e, especialmente no Brasil, este biocombustível tem uma participação expressiva na matriz energética. No entanto, a indústria brasileira do etanol está fortemente atrelada à do petróleo, pois a produção de gasolina requer grande concentração de álcool em sua composição. Logo, o setor sucroalcooleiro se tornou bastante dependente das políticas de produção e de precificação da gasolina, o que geralmente não atende às suas necessidades. É importante enfatizar que hoje o setor passa por uma crise que poderá definir os rumos de suas atividades no Brasil. 

   Logo, em face a esta conjuntura, pesquisadores vislumbraram a possibilidade de se desenvolverem tecnologias para a produção de novas moléculas, que permitissem ao setor se diversificar e, desta forma, reduzir consideravelmente sua dependência da indústria do petróleo e demais matérias-primas de origem fóssil. Recentemente, a literatura acadêmica/científica elencou uma série de novos compostos, que podem ser produzidas por rota biotecnológica, capazes de atender às demandas da indústria que, até então, vem sendo atendida pela indústria petroleira. 

   Portanto, a criação e a difusão de novas tecnologias serão essenciais para o crescimento da produção e equilíbrio das contas nacionais referentes à indústria química. O mercado globalizado exige que as empresas se engajem em processos de racionalização, inserção internacional e inovação. Estes são os recursos que possibilitarão a transformação da indústria brasileira de base biotecnológica em uma das maiores e mais diversificadas entre os países em desenvolvimento, e quem sabe do mundo. 

   Não restam dúvidas de que uma inserção internacional mais dinâmica e competitiva da indústria nacional só pode ser obtida por meio da adoção de novas tecnologias. Portanto, pode-se afirmar que a inovação tecnológica será o elemento chave para a indústria enfrentar os desafios e buscar por uma melhor inserção no mercado mundial. 

Origem 

   A empresa Beta 1-4 foi criada no segundo semestre de 2010 através da iniciativa de um doutorando do departamento de Engenharia Bioquímica, vinculado à Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o intuito de fomentar o desenvolvimento de tecnologias que buscassem solucionar problemas enfrentados pela indústria brasileira. 

   Desde então, sua missão principal tem sido investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias com base em processos químicos e biotecnológicos aplicáveis às biomassas, em geral, para a produção de energia, biocombustíveis e compostos de interesse industrial. Ademais, fazem parte do objeto da empresa a prestação de serviços de consultoria, análises e otimização de processos já existentes, treinamentos de equipes e, principalmente, negociar junto à iniciativa privada as tecnologias desenvolvidas em parceria com as instituições de ciência e tecnologia. 

   Atualmente, a empresa se encontra em fase de incubação no Pólo de Biotecnologia “Fundação Bio Rio”, localizado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. Além disso, está cadastrada na Associação de Empresas e Entidades de Biotecnologia do Brasil (BrBiotec Brasil) e na Associação Brasileira de Empresas de Energias Renováveis (ABEER), mantendo-se ligada aos grandes desenvolvedores e consumidores de tecnologias que envolvem biomassas para a produção de biocombustíveis e bioprodutos. 

   A Beta 1-4 e seu principal parceiro, o Grupo de Biologia Molecular da Universidade de Brasília (UNB), já têm histórico de atuação na área de pesquisa e desenvolvimento no campo da genética de bactérias do gênero Clostridium e produção de solventes ABE por fermentação, pois foi através de recursos concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) no ano de 2011, que o grupo começou a militar neste campo da ciência. Hoje, a equipe já detém conhecimentos avançados para investir em aplicações industriais de seus inventos. 

Missão, Objetivos e Visão 

   A missão da Beta 1-4 Biotecnologia é prover soluções para empresas e indústrias cujo foco é utilização de processos químicos e biotecnológicos para a produção de compostos químicos, principalmente através da conversão de biomassas em geral. A missão será atendida através dos seguintes objetivos:

  • Avaliação técnica e financeira de projetos de inovação; 
  • Avaliação de empresas; 
  • Prospecção tecnológicas e análise de tendências de mercado; 
  • Projetos de financiamento; 
  • Gestão de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; 
  • Desenvolvimento de processos químicos e biotecnológicos (processos fermentativos e enzimáticos) 
  • Otimização de processos produtivo e melhoramento genético de agentes biológicos; 
  • Treinamento técnico de pessoal; 

Hoje, a Beta 1-4 já é uma das empresas referências na temática tecnologia de conversão de biomassas residuais para a produção de biocombustíveis. No entanto, a visão de sua equipe é que a empresa se projete no cenário industrial brasileiro e se torne a maior, e mais bem sucedida, empresa de consultoria e desenvolvimento tecnológico na referida temática. É importante ressaltar que, haja vista os problemas enfrentados pelas indústrias brasileiras, em especial as dos setores agroenergético, o potencial para o desenvolvimento e implementação de inovações tecnológicas é enorme.